Depois do Cidade Limpa, é a vez do Estrada Limpa. Extinta em São Paulo pela lei que criou o programa Cidade Limpa, a publicidade em outdoors, que migrou para terrenos ao longo das rodovias paulistas, também deve ser retirada, caso seja aprovado um projeto na Assembleia. Segundo a Folha de S. Paulo, o projeto, que estabelece o programa Estrada Limpa, surgiu na Comissão de Transportes. Assim como o Cidade Limpa, ele praticamente acaba com a propaganda que pode ser vista das rodovias, tanto as privatizadas quanto as operadas pelo governo. Só seriam mantidos anúncios em áreas urbanas. O presidente da comissão, Edmir Chedid, diz que ele próprio vê a poluição visual nas estradas. "Como a maioria dos partidos está representada na comissão, deve haver concordância. Já vimos o bom resultado da lei em São Paulo." A nova investida contra a chamada mídia exterior começou a movimentar o Sepex (sindicato das empresas do setor). Seu presidente, Luiz Rodovalho, foi à Assembleia tentar sensibilizar os deputados a ao menos amenizá-la. "Se existe excesso, deveria haver mais fiscalização. Estamos em contato com o governo para fazer um convênio e melhorar a fiscalização." A proposta estabelece que todos os anúncios, mesmo licenciados, devem ser retirados dois meses após sancionada a lei. As multas chegam a R$ 4.926. Restariam só propagandas de governo e de caráter cultural ou educativo. O dono de um terreno, mesmo longe da estrada, perderá o direito de alugar o espaço para agências. Também estão incluídos os grandes anúncios em postos de gasolina e outros estabelecimentos. O projeto determina que haja nova configuração das placas em estabelecimentos vizinhos às estradas. Como o Cidade Limpa, a ideia é reduzir o tamanho. Até os anúncios nas chamadas empenas cegas - parte de prédios voltados para a estrada - ficam proibidos. Fonte: Folha de S. Paulo, 9 de março de 2010
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